Nicette Bruno morre aos 87 anos vítima da COVID-19

Atriz dedicada à profissão e a todos as lutas que se envolveu na área da cultura e vida pessoal, Nicette Bruno morreu neste domingo (20) devido às complicações da Covid-19. Ela estava internada na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Sua entrada no hospital aconteceu no dia 29 de novembro, quando sua filha, a também atriz Beth Goulart, pediu orações para a mãe. A morte foi confirmada por sua neta, Vanessa Goulart.

Nicette Xavier Miessa tinha mais de 70 anos de carreira. Mulher determinada logo cedo, antes mesmo da maioridade, produziu peças e administrou companhias.

Nasceu em Niterói, filha de artistas, estudou piano na infância, teve toda uma orientação voltada para o campo das artes. Com quatro anos participou de um programa infantil de rádio, sua estreia. Entre seus primeiros papéis no teatro, ainda na fase amadora, está Julieta, protagonista da peça “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare.

Considerava que o ingresso na vida profissional ocorrera na peça “A Filha de Iório” (1947), de Gabriel D’Annunzio, em montagem criada pela companhia da atriz Dulcina de Moraes (1908-1996), ícone do teatro brasileiro na década de 1940, mestra do ofício em um momento pré-modernização das artes cênicas.

Aos 16 anos, Nicette tentou criar uma companhia de teatro no Rio de Janeiro. Em seu empenho muitas vezes, em entrevistas, ela falou sobre o episódio onde procurou o presidente Getúlio Vargas para pedir dinheiro. Frustrada com uma promessa não cumprida do governante, no início dos anos 1950, aos 17 anos, veio a São Paulo com a tarefa de administrar uma sala, o Teatro de Alumínio.

Iniciou a companhia Nicette Bruno e Seus Comediantes, que em 1953 mudou para sala vizinha com o nome Teatro Íntimo Nicette Bruno. Neste começo de trajetória a atriz entrou para o grupo seleto de profissionais, entre eles, o diretor Antunes Filho e o ator Walmor Chagas, traçando novos caminhos para o teatro nacional.

A época foi marcada pelas novas propostas estéticas trazidas a São Paulo por diretores italianos, como Ruggero Jacobbi, com quem Nicette trabalhou em “Senhorita Minha Mãe”, de Louis Verneuil, e em outras peças.

O ator Paulo Goulart iniciou sua carreira no Teatro Íntimo de Nicette, nesta mesma produção de 1952. Em 1954, os dois se casaram e construíram uma vida e convivência que durou até a morte de Goulart. Nicette teve três filhos, Beth, Paulo Júnior e Bárbara, que também se tornaram artistas. O casal ficou conhecido também por ter se dedicado ao Kardecismo.

Fonte: Dados pessoais – Wikipédia.

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