Renúncia de Jair Messias Bolsonaro

Antes de completar seis meses no cargo, Jair Messias Bolsonaro divulgou um texto falando que o a país era “ingovernável”. No ano seguinte, reclamou do Congresso e afirmou: “Realmente, eu não consigo aprovar o que eu quero lá”. Agora, avisou a seus apoiadores que “o Brasil está quebrado” e que, por isso, não tem condições de “fazer nada”.

Logo no início do mandato Bolsonaro desenhou a figura de um governante impotente e inepto. Além de expor sua incapacidade absoluta, esse esforço cumpre uma função política. Ao apresentar a ilusão e depois alega que não consegue entregar benefícios prometidos para sua base por culpa de outras pessoas, o presidente trabalha para construir uma  fidelidade com seus eleitores e depende cada vez menos de vantagens concretas.

Bolsonaro disse nesta terça (5) “não posso oferecer um alívio na tabela do Imposto de Renda porque o país está quebrado”. Para distrair os bolsonaristas diante de um compromisso frustrado, ele mudou o foco da conversa e afirmou que a ruína econômica havia sido provocada por “esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos”.

O Bolsonaro esquece que foi ele mesmo quem escolheu ser Presidente da República firmando uma tese que promoveria ajustes nas contas públicas, enquanto prometia benefícios para o povo. Seu governo, com a equipe econômica pilotada por Paulo Guedes, ministro da economia, caminha a passos bem mais próximos de propor a criação de uma nova CPMF do que de reduzir o Imposto de Renda.

As declarações do Presidente mostram que ele possui uma vaga ideia das limitações econômicas que enfrentará até o fim do mandato, se vier a acontecer. Diante desses fatos, Bolsonaro deve ficar tentado a bancar suas aventuras e factoides na condução do país. A negação é seu forte em todos os segmentos.

Para preservar o apoio de seus seguidores e a base do governo, Bolsonaro recorre à produção de alguns fatos e conquista de inimigos. O governo tenta mostrar serviço apresentando a recuperação de rodovias asfaltadas e a retomada do leilão dos aeroportos iniciados pelo governo golpista de Michael Temer. Não abre mão da confiança que tem em seu eleitorado, produzindo ataques ao STF e a esquerda, bem como difamando a imprensa, numa tentativa frustrada de justificar sua culpa por tamanha incompetência. 

Existe rumores que o presidente vai renunciar em breve. Fontes de Brasília atestam que esse assunto é forte nos corredores do Congresso Nacional. Será?

Repercussão das declarações do Presidente na Europa.

Fonte: Euronews. 

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