Portugal deve manter lockdown mesmo com a queda nas infecções pelo coronavírus

Nessa terça-feira (9) o primeiro-ministro, António Costa (Partido Socialista), afirmou que, embora as restrições já estejam reduzindo os contágios e a pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde, é preciso prolongar o lockdown.

“Concluímos [na reunião com os especialistas] também que, quanto maior a intensidade do confinamento, mais rápidos são os resultados, e que os elevados níveis da pandemia requerem o prolongamento do atual nível de confinamento”, disse o premiê.

O país possui um pouco mais de 10 milhões de habitantes e atingiu um recorde de 16.432 novas infecções em 28 de janeiro,  apresentando hoje a 2.583 na média semanal de infecções, caiu mais de 50% em comparação ao fim de janeiro.

O resultado obtido, no entanto, ainda é considerado frágil, e o confinamento deve durar até meados de março, sinalizou o governo após reunião virtual com os principais especialistas do país no tema.

O lockdown prolongado, com fechamento de escolas, foi defendido pelo epidemiologista Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, onde afirmou que este é o cenário em que as projeções demonstram o melhor controle da pandemia.

Conforme Dr. Ricardo Jorge, embora o confinamento já tenha reduzido a transmissão atual do vírus, a “incidência acumulada a 14 dias encontra-se a níveis considerados extremamente elevados”.

A baixa adesão voluntária da população e o aumento de casos entre jovens nas escolas, levou o governo a adotar medidas mais duras a partir de 22 janeiro. As aulas presenciais foram interrompidas e as autoridades impuseram um toque de recolher mais duro em boa parte do país.

Devido as novas variantes do coronavírus, Portugal suspendeu todos os voos para o Brasil e Reino Unido e de procedência de desses países. Por fim, em 28 de janeiro o governo decidiu fechar todas as fronteiras, liberando a entrada e saída do país apenas em casos extraordinários.

As fronteiras devem continuar fechadas durante o confinamento prolongado. No decreto de renovação do Estado de Emergência, que deve revalidar as restrições por mais 15 dias, tudo permanecerá como está.

O confinamento linha-dura é até mais restritivo do que o enfrentado na primeira onda da pandemia, em março e abril de 2020.

Além do recorde de novos casos (42% do total de todos os registrados desde o começo da pandemia), janeiro também ficou marcado pelo número acentuado de mortes.

O mês concentrou quase 45% de todos os mortos por Covid-19 no país. Foram 5.576 óbitos em 31 dias contra 6.906 entre março e dezembro.

Na mesma reunião de especialistas, o governo assumiu que a primeira fase de imunização prioritária, prevista para acabar em março, deve se prolongar até abril.

Segundo dados da DGS (Direção-Geral da Saúde), quase 400 mil portugueses já receberam ao menos uma dose da vacina.

Desde o começo da pandemia, Portugal acumula 770.502 casos e 14.557 mortes por Covid-19.

Quadro Atual da COVID-19 em Portugal

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