Petrobrás esconde pauta coorporativa para tentar sufocar greve dos Petroleiros

Em busca da abertura de um canal de negociação, a diretoria do Sindipetro Bahia se reuniu, na tarde dessa segunda (15), com representantes de relações sindicais da Petrobras para discutir a pauta de reivindicações dos petroleiros e as obrigações das partes durante a greve da categoria que inicia na quinta (18).

Participaram da reunião o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, o diretor do Sindipetro, Paulo César Martin e o assessor jurídico do sindicato, Clériston Bulhões.

Durante a reunião, o Sindipetro reiterou a pauta da greve, ressaltando pontos que acha relevantes em relação aos trabalhadores e à situação atual de privatização da Rlam, que traz insegurança aos trabalhadores e riscos aos seus contratos de trabalho, pois apesar das inúmeras tentativas do Sindipetro ao longo de meses – inclusive através de correspondências encaminhadas à Petrobrás – a estatal nunca respondeu oficialmente a nenhum dos pontos que hoje fazem parte dessa pauta de reivindicações.

Assédio moral coletivo

A Petrobrás lançou uma nota interna de “esclarecimento” para os funcionários, ameaçando e assediando a todos, com o discurso de que a categoria estaria realizando uma greve meramente politica, pois essa estaria focada na luta contra a privatização e contra a venda da Rlam, ignorando todos os problemas que vêm acontecendo na refinaria e que o Sindipetro já vem apontando há algum tempo.

Entretanto, a nossa paralisação, em que pese sejamos contra a privatização e realmente tentamos revertê-la por diversos meios, vai muito além desse ponto e tem uma vasta pauta corporativa que trata de diversos temas como os contratos de trabalho durante a fase de transição, que deve durar cerca de 15 meses, até a Mubadala assuma definitivamente a operação da Rlam.

Com as transferências de trabalhadores para unidades da estatal em outros estados e a adesão de muitos ao PDV (Plano de Demissão Voluntária) como os trabalhadores que permanecerem na refinaria vão conseguir cumprir a tabela de turno de 12 horas? Sem dobras e jornadas extras extenuantes que só aumentam os riscos de acidentes?

O fato é que hoje na Rlam, antes dessas transferências e demissões, os trabalhadores já estão sendo forçados a fazer hora extra ao ponto de fazerem dobras de 24 horas por falta de pessoal. Imagine depois.

Reiteramos que a greve dos petroleiros é legal e legitima e que essa nota lançada pela Petrobrás não tem nenhum fundamento, é apenas uma tentativa da estatal de amedrontar os trabalhadores.

A luta contra a privatização sempre será uma das nossas principais pautas. Mas que fique claro que essa questão é uma bandeira da categoria, que acompanha uma vasta pauta de reivindicações de natureza trabalhista.

O Sindipetro apresentou à Petrobrás uma pauta corporativa que é negociável pela empresa, com assuntos, como dobras forçadas, horas extras, O&M (Organização e Método) e assédio moral, problemas que já vêm sendo apontados pelo Sindipetro há muito tempo e sem haver qualquer resposta da Petrobrás para que sejam solucionados. Portanto, chega uma hora que é preciso parar para que a empresa converse. E é isso que a categoria está fazendo agora ao anunciar a greve por tempo indeterminado a partir de quinta (18).

O Sindipetro deu o prazo até quarta-feira à noite para que a direção da Petrobrás negocie a pauta de reivindicações da categoria.

Fonte: Sindipetro Bahia

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