Mulheres continuam sub-representadas em cargos de topo

Na UE – União Europeia, só 8% das posições de topo nas maiores empresas são ocupadas por elas. Desafios da igualdade de género vão a debate, no Dia da Mulher, 8 de março.

Há cem anos, as cicatrizes deixadas pela Primeira Guerra Mundial e as alterações no xadrez político abriam a porta para a década que ficaria para a história como “os loucos anos 20”. Em Portugal e no mundo, as mulheres adensavam a luta pelo direito a uma voz própria que lhes permitisse reivindicar direitos há muito desejados.

Temas como o papel familiar, a educação sexual ou o trabalho fizeram parte do primeiro congresso feminista nacional, em 1924, organizado pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, fundado dez anos antes. Hoje, os direitos femininos avançaram, mas os dados sobre igualdade de género e representatividade nas empresas mostram que ainda há muito trabalho para fazer, em particular nas funções de gestão, como mostram números da Comissão Europeia: apenas 8% dos líderes das maiores empresas na União Europeia (UE) são mulheres.

Luísa Pestana, administradora de recursos humanos, infraestruturas e responsabilidade social da Vodafone Portugal, destaca que “na Europa cerca de 75% das tarefas domésticas e dos cuidados não remunerados são realizadas por mulheres”. A experiência profissional diz-lhe que as empresas precisam de apostar em medidas que contribuam para uma melhor conciliação entre a vida profissional e familiar de homens e mulheres. Luísa Pestana destaca a nova política de parentalidade lançada neste ano pela gigante das telecomunicações, que permite aos colaboradores, “na qualidade de novo pai, pai adotante ou equiparável”, usufruírem de 16 semanas de licença, mantendo a remuneração líquida e uma redução de 1,5 horas diárias no horário de trabalho nos seis meses após o regresso. “Temos um caminho de quase duas décadas [na equidade]”, realça.

Pedida pela presidência portuguesa da UE, uma investigação do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE, em inglês) mostra que são sobretudo as mulheres a sofrer mais com a pandemia. São elas quem mais está em teletrabalho (45% versus 30% nos homens), mas também quem tem menos emprego. O programa Re-connect, lançado em 2017 pela Vodafone, “promove a reintegração no mercado de trabalho de todas as pessoas que, por motivo de apoio à família, interromperam a carreira profissional”, explica Luísa Pestana. A iniciativa é sobretudo dirigida às mulheres.

São temas como estes que estarão no centro do debate dedicado ao Dia da Mulher, a 8 de março, organizado pelo Diário de Notícias com o apoio da Vodafone e transmitido em direto, a partir das 18.00, no site e nas redes sociais do jornal. A conversa juntará personalidades femininas de sucesso no tecido empresarial, na ciência e na academia, com moderação de Rosália Amorim, diretora do DN.

Fonte: DN.

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